Presidente da Chevron pede ‘desculpas’ por vazamento

23/11/2011 09:07

 

Retratação foi à 'população e ao governo brasileiro' por acidente no Rio.

Ele afirmou que a empresa vai apurar o vazamento e divulgar os resultados.

 
 

O presidente da petroleira norte-americana Chevron, George Buck, pediu nesta quarta-feira (23) "desculpas" ao povo brasileiro e ao governo pelo vazamento no Campo de Frade, na Bacia de Campos. Ele disse que a empresa norte-americana foi eficiente em conter o vazamento, que já ocorre há duas semanas.

“Peço sinceras desculpas à população brasileira e ao governo brasileiro. Peço também desculpas por não me expressar em português. [...] Esperamos continuar sendo parceiros do Brasil para fazer jus ao destino do país de se tornar superpotência”, disse.

“No dia 2 de novembro, confirmamos que havia fluxo de óleo. Foi a primeira indicação de que esse incidente estava associado a este poço. No dia 13 de novembro, quatro dias depois de identificar fissuras, conseguimos interromper o vazamento da fonte”, destacou.

“Assim que entendemos que havia um incidente, eu estabeleci as prioridades para a nossa atuação. A primeira prioridade foi proteger as pessoas dentro e em torno da operação para que ninguém sofresse ferimentos. Minha segunda prioridade foi proteger o meio-ambiente”, disse.Buck afirmou que a prioridade da empresa Chevron ao detectar o vazamento de óleo foi proteger os profissionais que trabalhavam na plataforma e evitar prejuízos ao meio-ambiente.

O executivo ressaltou que a extração de óleo onde houve o vazamento foi interrompida em quatro dias. “A terceira foi interromper a produção da fonte com a maior rapidez e eficiência. Nós o fizemos em quatro dias. A outra prioridade foi controlar a mancha na superfície do mar. Estamos cientes da gravidade da situação e assumimos responsabilidade”, disse.

Buck afirmou que a Chevron vai investigar o vazamento e divulgar os resultados. “Vamos investigar esse incidente, vamos compartilhar esses resultados com o povo brasileiro para assegurar que isso não se repita aqui nem em qualquer outro lugar do mundo”, disse. Ele voltou a dizer que a perfuração Campo de Frade foi mais profundo do que deveria.

"O equipamento e o pessoal da Transocean [empresa que atua junto à Chevron na extração de petróleo] agiu de forma perfeita [no controle imediato do vazamento]", disse.

Segundo ele, especialistas de todo o mundo avaliam que a resposta da empresa foi satisfatória. Ele também afirmou que o vazamento não resultou na morte de animais.

“Temos muitos especialistas pelo mundo que garantem que reação foi com rapidez e eficiência excepcionais. Interromper fonte de vazamento, nós conseguimos fazê-lo. Conseguimos controlar a mancha e proteger o meio-ambiente e, baseada nas nossas observações, não houve dano à vida selvagem”, afirmou.

De acordo com o presidente da Chevron, sobrevoo realizado pela empresa nesta terça-feira (22) detectou que apenas o equivalente a três barris de petróleo permanecem na superfície do mar. Segundo ele, no total, deve ter vazado da Bacia de Campos o equivalente a 2,4 mil barris.

Por G1, em Brasília

 

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