Primeiros atentados após saída dos EUA já deixam 57 mortos no Iraque

22/12/2011 08:42

 

Ministério da Saúde também registra que feridos são quase 200 em Bagdá.

Segundo o Ministério do Interior, cerca de onze locais foram atacados.

 

Do G1, com agências internacionais*

 

 
Cerca de 11 locais foram atacados, segundo governo iraquiano (Foto: Hadi Mizban/AP)Cerca de 11 locais foram atacados, segundo governo iraquiano (Foto: Hadi Mizban/AP)

Diversas explosões foram registradas em Bagdá, no Iraque, nesta quinta-feira (22), de acordo com informações do governo iraquiano. O número de mortos já chega a 57, de acordo com Ziad Tariq, do Ministério da Saúde. Quase 200 pessoas teriam ficado feridas.

É a primeira onda de ataques coordenados no país após a retirada das tropas dos Estados Unidos, no domingo (18), e o pior atentado em meses no Iraque.

Um porta-voz do governo disse na capital iraquiana que os ataques a bomba ocorreram no centro, oeste, norte e leste da cidade. Informações iniciais do Ministério do Interior indicam cerca de 11 locais atacados.

 

 

Fim da ocupação
Na quarta-feira (21), o governo iraquiano completou seu primeiro ano no cargo, em plena crise política, poucos dias após a saída dos militares americanos.

Autoridades judiciais do Iraque emitiram na segunda-feira (19) uma ordem de prisão do vice-presidente sunita, Tareq al Hashimi, acusado de delitos de terrorismo, informou um porta-voz do Ministério do Interior, general Adel Daham.

Explosões no Iraque deixam ao menos 10 mortos e 25 feridos (Foto: Mohammed Ameen/Reuters)Grande nuvem de fumaça é vista em Bagdá, após ataques desta quinta (Foto: Mohammed Ameen/Reuters)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O chefe de segurança já havia anunciado, mais cedo, que o vice-presidente estava proibido de sair do país, aumentando a crise política sectária logo depois da partida do último soldado norte-americano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro-ministro Nuri al-Maliki, um xiita, também pediu ao Parlamento um voto de desconfiança contra outro político sunita, Saleh al-Mutlaq, que é vice-primeiro-ministro, sob a acusação de que ele não tinha fé no processo político.

A conclusão da retirada norte-americana no domingo (18) pôs fim a quase nove anos de guerra, mas deixou muitos iraquianos temerosos de que uma paz instável entre a maioria xiita e os sunitas possa entrar em colapso, reacendendo a violência sectária.

Saldo da guerra
Considerando óbitos até o dia 1º de dezembro de 2011, o número de mortes de civis por ataques suicidas, bombas, execuções e trocas de tiros no Iraque era estimado entre 104 mil e 113 mil, segundo a ONG Iraq Body Count.

Entre os militares, foram cerca de 4,5 mil mortes e 32 mil feridos, segundo números do Pentágono norte-americano. Pelo lado dos britânicos, foram 179 soldados mortos e outros países perderam, somados, 139 militares em combate.

Policiais e soldados iraquianos mortos somaram 20 mil durante os nove anos de conflitos e mais de 19 mil insurgentes também faleceram durante a guerra.

(*) Com informações das agências Associated Press, France Presse e Reuters.

 

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